
Marca: NORDMENDE
Modelo: CABINET 15
País de origem: ALEMANHA
Data: 1964
Inventário: MSI-P0019


Em meados do século XX, o ciclismo em Portugal era já um desporto com tantos praticantes e adeptos que a sua popularidade apenas se via superada pela do futebol. Para essa popularidade muito contribuíra a Volta a Portugal em Bicicleta, organizada desde 1927 com relativa regularidade, primeiro pelo jornal portuense Sporting, depois por outros órgãos de comunicação social, como o Diário de Notícias, Os Sports ou o Mundo Desportivo, e, já em 1948, pela própria Federação Portuguesa de Ciclismo. Nas décadas seguintes outras instituições viriam também a ficar ligadas à organização da principal prova ciclista portuguesa, com destaque para o Jornal de Notícias.
Em 1932, decorria a terceira edição da Volta, Vila Real recebe pela primeira vez o final de uma etapa desta importante competição. Essa etapa vem a ser ganha por Alfredo Trindade (na categoria de fortes) e por José A. Perna (na categoria de fracos), com o primeiro a percorrer a distância entre Viseu e Vila Real em quatro horas e 55 minutos.
A invenção da bicicleta ocorrera na segunda metade do século XIX. Em pouco tempo, tornara-se não só um meio de lazer, mas sobretudo um meio de transporte cómodo e económico. De resto, uma das primeiras fotografias que sobre o tema se conhece em Vila Real foi feita em 2 de Agosto de 1898, pelo fotógrafo amador António Lopes Martins. Retrata Else Biel, filha do industrial Emílio Biel, passeando de bicicleta pela então Praça Lopo Vaz (actual Avenida Carvalho Araújo). As excursões ciclistas a Trás-os-Montes, naturalmente com passagem por Vila Real, iniciam-se também ainda nos últimos anos do século XIX. Um pouco mais tarde, em 1912, integram-se pela primeira vez corridas de bicicletas no programa das Festas de Santo António. E dois anos depois funda-se o Sport Club Vila-Realense, que entre as modalidades praticadas incluía justamente o ciclismo. Seria a primeira de diversas colectividades com vocação idêntica. Na década de 1930, começa a organizar-se o Circuito Ciclista de Vila Real, numa tradição que, com alguma regularidade, vai estender-se por mais de vinte anos.
Estas e outras provas (incluindo por exemplo os grandes prémios organizados pelo Futebol Clube do Porto, com passagem também por Vila Real) consolidam gradualmente a popularidade deste desporto entre os vila-realenses.
É disto que pretende dar conta a memória fotográfica que aqui se reúne, num intervalo que vai da década de 1890 à década de 1960.

BEM-VINDO AO NORTE
Realização: Dany Boon
Ano: 2008
Classificação: M/6
Duração: 106 min.
Género: Comédia
País de origem: França
Interpretação: Kad Merad, Dany Boon, Zoé Félix
Philippe é director dos correios de Salon-de-Provence. É casado com Julie, que lhe faz a vida negra. Por isso, tenta conseguir uma transferência para a Côte d'Azur, mas acaba por ir parar a uma pequena aldeia no Norte. E para os sulistas o Norte é o horror. Mas Philippe acaba por surpreender-se e descobre um local acolhedor, com pessoas simpáticas. No entanto, Julie recusa-se a acreditar e Philippe, para não a aturar mais, acaba por mentir-lhe e defender que o Norte é um Inferno. "Bem-vindo ao Norte" foi um sucesso de bilheteira em França.
Bilhetes: 5 euros (preço normal) e 3,5 euros (<25,>65 e estudantes).
ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE MORRESTE
Realização: Sidney Lumet
Ano: 2007
Classificação: M/12
Duração: 117 min.
Género: Drama, Thriller
País de origem: EUA / Inglaterra
Interpretação: Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Albert Finney
Manhã de sábado nos arredores de Nova Iorque. Tudo parece normal na vida da família Hanson. Charles, o pai, passou no exame de condução, enquanto que Nanette, a mulher, abriu uma joalharia. Andy, o filho mais velho, está preocupado com uma inspecção das finanças marcada para segunda-feira. E Hank está, para variar, cheio de problemas económicos. Mas às 7h58 da manhã tudo vai mudar na vida dos Hanson. O título original do filme inspira-se num provérbio irlandês que diz "Que chegues ao céu meia hora antes de o Diabo saber que morreste".
Bilhetes: 5 euros (preço normal) e 3,5 euros (<25,>65 e estudantes).
Nascido no concelho de Vila Velha de Ródão, em 1927, Manuel Cargaleiro é um dos mais conceituados pintores e ceramistas portugueses. Em 1949, participou no Primeiro Salão de Cerâmica organizado por António Ferro em Lisboa e, em 1952, realizou a primeira exposição individual de cerâmica organizada pelo então Secretariado Nacional de Informação. Foi professor de cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. Em 1957 fixou residência em Paris, onde está representado em permanência na Galeria Albert Loeb, mas a partir do último quartel do século XX passou a trabalhar quer em França quer em Lisboa e Monte da Caparica. Em 1990, criou em Lisboa a Fundação Manuel Cargaleiro, à qual doou um vasto conjunto das suas obras e a colecção constituída por objectos de várias temáticas. Possui um atelier na Fábrica Viúva Lamego, em Sintra, e, desde 1999, em Vietri sul Mare (Itália), onde em 2004 foi inaugurado o Museo Artistico-Industriale Manuel Cargaleiro. A sua obra dispersa-se pela cerâmica, pintura, gravura, guache, tapeçaria e desenho, tendo executado painéis cerâmicos para locais tão diversos como o Jardim Municipal de Almada, a fachada da Igreja de Moscavide, a fachada do Instituto Franco-Português de Lisboa ou a Estação do Metro de Champs Elysées-Clémenceau, em Paris.
Como se disse, esta exposição mantém-se aberta ao público até 31 de Julho, todos os dias, no horário de funcionamento do Museu, entre as 14h00 e as 24h00. A entrada é gratuita.
Público-alvo: Jardins de Infância e 1.º Ciclo do Ensino Básico
Máximo de participantes: 25
Duracção aprox.: 60 min.
Sessões às quartas-feiras, às 10h30, até 24 de Junho.
Entrada gratuita, mediante marcação prévia.