segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Avenida de Marius


Cadernos do Museu do Som e da Imagem (n.º 2)


A Avenida de Marius
Com 25 fotografias de Mário Rodrigues da Silva
5 €

Mário Rodrigues da Silva (1905-1983) foi um dos mais importantes fotógrafos de sempre em Vila Real. A profunda relação que mantém ao longo da vida com a fotografia começa quando, ainda adolescente, seu pai lhe oferece uma máquina fotográfica adquirida durante uma viagem a França. Alfredo Rodrigues da Silva, o pai, era um comerciante de fazendas com loja aberta na Rua Central. E é nesse estabelecimento que, poucos anos depois, o jovem Mário cria um pequeno balcão onde recebe as primeiras encomendas fotográficas, na companhia de um irmão mais novo.

No início da década de 1930, construído um estúdio nas traseiras da loja de fazendas, a secção de fotografia autonomiza-se e recebe o nome de Foto Marius. Daí em diante, Marius é o nome artístico pelo qual passa a ser conhecido o fotógrafo Mário Rodrigues da Silva, que estenderá o seu principal período criativo até à década de 1970.

Mantendo-se sempre informado sobre as últimas evoluções técnicas, frequentando grandes feiras internacionais de fotografia, Marius é exigente em tudo o que se relaciona com o equipamento. Torna-se notável o seu domínio da luz, tanto em estúdio como na rua. A foto-reportagem, de resto, é uma das suas facetas mais interessantes, dada a conhecer com regularidade nas páginas de jornais como O Século, O Primeiro de Janeiro ou O Comércio do Porto.

Vila Real fica a dever a Marius, como importante documentalista que foi, algumas das suas melhores fotografias, assentes em temáticas diversas, como a Feira dos Pucarinhos ou os antigos tapetes de flores com que se decoravam as ruas por altura da Páscoa.

A Avenida Carvalho Araújo, que tantas vezes fotografou, serve de pretexto a esta edição. O conjunto que aqui se publica é constituído por fotografias da colecção da Foto Marius que, entretanto datadas, nos permitem acompanhar a evolução de Vila Real através da sua principal artéria, no terceiro quartel do século XX.